Fiat confirma fábrica em Goiana, litoral norte de Pernambuco

Já há alguns meses, a Fiat havia anunciado que instalaria uma nova fábrica em Pernambuco; à época, imaginava-se que essa fábrica ficaria no Complexo de Suape, a fim de aproveitar as vantagens logísticas da região, como o Porto e as estradas de acesso.

Hoje, entretanto, foi anunciado que a nova fábrica da Fiat será construída em Goiana, cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco, a aproximadamente 10 km da divisa com a Paraíba.

Goiana é uma cidade histórica. No período colonial, foi um dos mais importantes centros produtores de açúcar; o rio que corta a cidade levava até o mar, de onde boa parte da produção era escoada. Goiana preserva diversos traços da colonização, em particular as igrejas centenárias.

A cidade entrou em declínio juntamente com a produção açucareira; em décadas recentes quando a cana e o álcool voltaram a ganhar destaque, a cidade ensaiou novo crescimento.

Há alguns anos, a economia da cidade já ensaiava ganhar novo impulso, ao ser escolhida para ser sede da Hemobrás e de várias outras empresas do setores industrial e de saúde; entretanto, até hoje esse projeto não saiu do papel.

A chegada da Fiat certamente vai mudar o panorama de Goiana; os aluguéis já subiram, as pessoas já se preparam para novos empregos, o Prefeito já diz que a cidade será a segunda maior economia do Estado.

Como Goiana dista 80 km de Recife e apenas 40 km de João Pessoa, a capital paraibana também deve se beneficiar; fala-se que várias das indústrias que produzirão peças para a Fiat serão instaladas na Paraíba. E com a finalização da BR-101, mesmo Natal ficará a pouca distância da nova fábrica.

E é claro que também as praias da Mata Norte deverão ganhar mais prestígio. Hoje, apenas o litoral sul de Pernambuco tem destaque fora do Estado;  muitos pernambucanos, entretanto, afirmam que as praias do Norte, como Carne de Vaca, Catuama e Ponta de Pedras, nada ficam a dever em beleza às badaladas Porto de Galinhas e Tamandaré.

Será mais um motivo para se visitar Pernambuco.


Cidades de Pernambuco: Quipapá

Quipapá é município da Zona da Mata Sul de Pernambuco, com 24 mil habitantes e distante 188 km da capital Recife. A cidade se destaca pelo artesanato, bordados e cestarias, além do clima bucólico.

A aura de Quipapá está ligada ao sopro de resistência negra no Brasil escravocrata e colonial. A área onde o município está localizada fazia parte do território do Quilombo dos Palmares, liderado por Zumbi.

Há divergências quanto à origem do nome. Alguns historiadores defendem que a origem é africana, uma corruptela de quipacá, que significa refúgio de fugitivos. Outros afirmam que a origem é tupi-guarani e tem referência a uma planta comum na região, o quipá.

Divergências à parte, Quipapá é uma das cidades pernambucanas que congrega o sincretismos étnico, com influência africana, indígena e portuguesa (nesse sentido, o sincretismo da cidade é mais diversificado do que o da Bahia, que reuniu principalmente elementos negros e portugueses).

Quipapá preserva relíquias do ciclo açucareiro, como o Engenho Laje Bonita, onde ainda se produz rapadura de forma artesanal; o processo utiliza uma roda d’água, aberta à visitação de turistas.

De relevo montanhoso, Quipapá é cortada pelos rios Pirangi, Areias e Quipapá, aos quais afluem diversos riachos perenes, formando uma rica bacia hidrográfica.

O artesanato produzido no município é outro exemplo da riqueza da cultura local. Lá, sisal, coco, palha e cipó, encontrados nas árvores e matas da região, são utilizados para produção de bordados e cestarias.

E a cidade tem também sua bebida típica, o Chá de Veado: uma mistura de cerveja, vinho, suco de limão e açúcar.


Ônibus do Recife para o interior de Pernambuco

Diversas cidades do interior de Pernambuco, seja no Agreste ou no Sertão, atraem turistas em eventos diversos como o Carnaval, Paixão de Cristo ou São João; dentre essas cidades, pode-se mencionar Caruaru, Petrolina, Salgueiro, Limoeiro, Carpina, e até mesmo Campina Grande, no agreste paraibano.

As tabelas abaixo informam: empresas de ônibus que fazem conexão, meios de contato, preços aproximados (em valores de junho de 2011) e tempo de viagem.

Sites das empresas de ônibus:

Progresso, Borborema, Expresso 1002.

Vale lembrar que Petrolina, a cidade mais distante do Recife, dispõe de um aeroporto com voos comerciais regulares pela TAM.

 


Trens de Pernambuco – Linha Diesel

Pernambuco já teve uma das mais extensas linhas férreas do Brasil (a estrada de ferro Recife – São Francisco, inaugurada em 1858, foi a segunda ferrovia a ser construída no Brasil – ver História dos trens no Brasil). Recife é uma das poucas cidades do Brasil a ter um Museu do Trem, situada na estação central do metrô (ver fotos).

Como em todo o país, as ferrovias foram perdendo importância em Pernambuco.  Uma das poucas linhas remanescentes é a que liga o Porto do Recife ao Cabo do Santo Agostinho, que durante o São João se transforma em trem do forró e durante o carnaval se transforma em trem do frevo.

Uma outra linha, menos conhecida, mas muito mais utilizada, e de grande valor histórico, é a linha que liga a estação Curado, no Recife,  à estação Cabo, em Cabo de  Santo Agostinho; ver mapa abaixo. A linha é conhecida como Linha Diesel, pois as duas locomotivas, ambas com 53 anos de idade, que fazem o percurso são movidas a diesel.

metro-recife

Essa linha faz integração com as duas linhas de metrô do Recife. O Curado é um dos bairros mais pobres do Recife, e o Cabo é um dos municípios mais pobres da região metropolitana do Recife. A Linha Diesel transporta 4.500 pessoas por dia.

A passagem apenas para o trem custa R$ 1,40; por R$ 1,85, pode-se fazer transferências também para o metrô e diversas linhas de ônibus que fazem parte do sistema integrado. É certamente a maneira mais econômica para diversos moradores da periferia chegarem a seus compromissos no Recife.

A Linha Diesel circula de 5h30 às 20h30 de segunda a sexta-feira, de 5h30 ao 12H30 aos sábados, e não circula aos domingos. Em dias de semana, quando não panes, são 13 viagens diárias. A linha tem pouco mais de 31 km de extensão, sendo 7 km em linha dupla e 24 km em linha simples.

Abaixo, foto de um dos trens da Linha Diesel (ver mais fotos aqui).

trem-diesel-recife

A Linha Diesel está com os dias contados. A CBTU, que gerencia a linha, pretende substituí-la por uma linha VLT (Veículos Leves sobre Trilhos), mais leve, moderna e rápida.


Esportes radicais em Gravatá

Gravatá, situada a 85 km do Recife, demarca a separação entre a Zona da Mata e o Agreste pernambucano; localizada a uma altitude de quase 500 m, tem um clima ameno que agrada àqueles que querem uma pausa do calor da capital – diversos condomínios e uma boa infraestrutura de serviços foram criados para atender a esses visitantes.

Um lado menos conhecido de Gravatá é que a  cidade também é destino para quem quer liberar a adrenalina e se aventurar num esporte radical, o rapel. O rapel é uma variedade do alpinismo, praticado verticalmente e com cordas, possibilitando a descida de paredões, por exemplo.

O lugar é a Ponte do Cascavel, com 48 metros de altura (foto: Prefeitura de Gravatá). A ponte foi construída para sustentar uma antiga via ferroviária, construída no século 19, para ligar Recife ao sertão.

ponte-do-cascavel

Para se chegar à ponte, percorre-se primeiro um trecho de carro, por aproximadamente 1 km,  em estrada de barro e bastante acidentada, que requer cuidado na direção. A partir de um certo ponto, é necessário caminhar a pé, sobre os trilhos da antiga ferrovia.

O rapel executado no pontilhão é chamado de negativo, porque é feito ao ar livre, sem apoio para os pés. Somente no início da descida os pés podem ser apoiados na estreita estrutura de concreto da ponte; depois, toda a descida é realizada sem ter aonde se apoiar, dando a sensação de queda livre. Apesar de ter a oportunidade de se sentir suspenso e de poder admirar a paisagem de um ângulo e espaço diferentes, o grande barato do rapel está mesmo na superação, no fato de estar fazendo aquilo.

Para iniciante, o momento mais difícil é o que os instrutores de rapel chamam de “abordagem”; na ponte, a abordagem consiste em sentar na beirada da ponte e, em seguida, colocar as duas pernas para fora. A partir daí, a descida é mais tranquila; utiliza-se uma cadeirinha, que pode gerar certo desconforto mas aumenta a segurança. No meio da descida, o instrutor deixa o aventureiro sozinho e o faz descer com mais velocidade.

Para que tudo saia bem, é indispensável ser orientado e acompanhado por um bom instrutor. O carioca Anilson Ribeiro, do Grupo de Atividades Verticais e Ecoturismo, o Grave Rapel, de Gravatá, pratica esse esporte há dezesseis anos. Antes de autorizar o novato a fazer o rapel, Anilson explica a origem do esporte, as normas de segurança e ensina o passo-a-passo, contribuindo para o encorajamento de quem ficar com dúvida de fazer.

O esporte é contraindicado para quem tem histórico de saúde com epilepsia, é hipertenso ou tem problemas cardíacos. Num grupo de dez pessoas (quantidade mínima), cada uma paga R$ 25, por quantas vezes quiser descer.


Rota da Crença e da Arte – Pernambuco

O Parque Nacional do Catimbau, embora pouco conhecido, é o segundo maior sítio arqueológico do Brasil; com aproximadamente 62 mil hectares de extensão, o parque está localizado nos municípios de Ibimirim, Tupanatinga e Buíque.

Dentro do Parque, fica o Vale do Catimbau. Em pleno Agreste pernambucano, a ação do vento esculpiu, ao longo dos séculos, gigantescas esculturas naturais. Uma delas ganhou o nome de Pedra da Igrejinha (foto abaixo), por causa de uma fenda em forma de arco semelhante à porta de um templo cristão; escalando-se um mirante ao lado da igrejinha, pode-se avistar a primeira cidade do Sertão, Arcoverde.

igrejinha

Buíque, a 285 quilômetros do Recife, é um dos municípios que compõem a Rota da Crença e da Arte, uma das rotas do programa Pernambuco Conhece Pernambuco, criado pela Secretaria de Turismo do Estado, e que tem por objetivo “levar os pernambucanos a viajar pela própria terra, explorando toda a diversidade de climas, paisagens e culturas que existem no Estado”. Essa rota engloba ainda Belo Jardim, Pesqueira, Poção, Arcoverde, Garanhuns, Bom Conselho e Saloá.

No roteiro, pode-se encontrar artesãos como José Bezerra, que mora dentro do Parque do Catimbau. Pelas suas mãos, animais silvestres tomam a forma de esculturas compostas por junção de galhos de árvore e expostas no chão de terra batida; essa verdadeira galeria a céu aberto fica em frente à casa de taipa onde o escultor reside. Sua obra é exposta em galerias no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, e só pode ser adquirida por encomenda; mas quem quiser visitar o local, será bem-vindo.

Distante 19 quilômetros de Buíque, o Vale do Catimbau é ideal para quem gosta de fazer trilhas; recomenda-se, entretanto, a orientação de um guia local (R$ 50 por dia). São nove opções de passeios, com duração entre 30 minutos e três horas; alguns dos passeios podem ser feitos de carro.

A próxima parada da Rota é Bom Conselho. Lá vive outro talentoso artesão, frei Dimas José Marcelo, fundador da Associação de Artistas em Pedra de Bom Conselho, que se dedica à criação de vitrais, esculturas de pedra, mosaicos e pirografia – e cujos trabalhos também já são exibidos em várias galerias Brasil afora.

A cidade é conhecida pelas igrejas, como o Convento São Fidélis de Sigmaringa e a Igreja Matriz da Sagrada Família; esta última, construída em 1882, chama atenção pela arquitetura em estilo neobarroco e pelos detalhes em ouro nos altares. Além desses, outros templos católicos, como a Ermida de Santa Terezinha, considerada a mais bela do Nordeste, por suas linhas neoclássicas, são um convite ao turismo religioso.

A sugestão de hospedagem é o Hotel-Fazenda Raízes, recém-inaugurado; telefones (87) 3771-1008 e 9925-8245 . O pacote de fim de semana para  casal, com direito a café da manhã, sai por R$ 180; o hotel conta com piscina, pesque e pague e passeio a cavalo.

pocaoOs adeptos do turismo religioso certamente seguirão a Rota da Crença e Arte para visitar o Centro de Instrução Bíblico Visual Cruzeiro, no município de Poção. Concebido em 1961 pelo alemão frei Henrique Bröker, o cruzeiro fica na região mais alta da cidade, a cerca de mil metros de altitude. No caminho até o topo, o visitante se depara com cenários e inscrições bíblicas. Há ainda capela, onde são celebradas missas para a comunidade. A entrada do cruzeiro custa R$ 2.

Poção é também conhecida pela da produção da renda, atividade que absorve 90% da população ativa. Mas nem só de crença e arte vive o município. Também há belezas naturais, como a Cachoeira do Inverno. A queda-d’água fica numa reserva ecológica onde é possível encontrar também pinturas rupestres. A região é conhecida por abrigar a nascente do Rio Capibaribe.

Para se hospedar, a dica é o Hotel Fazenda Poço Encantado, a três quilômetros da cidade. Piscina, salão de jogos, horta, passeios a cavalo e de charrete estão entre os atrativos. A diária com pensão completa para duas pessoas custa R$ 170.


Indios atacam estação de eletricidade

Dos Estados do Nordeste, Pernambuco é provavelmente onde a cultura indígena está mais presente; ver índios de Pernambuco.

No Rio Grande do Norte, os potiguares foram praticamente dizimados já há séculos; na Paraíba, há algumas tribos que ainda mantêm seus costumes na região ao redor da Baía da Traição; na Bahia, particularmente ao redor da Costa do Descobrimento (Porto Seguro, Cabrália, etc), a maioria dos índios já perdeu suas raízes e hoje vive de vender artesanato a turistas.

Em Pernambuco, os índios, embora em número reduzido, têm presença constante e, embora já integrados à sociedade branca, mantêm muito de seus costumes originais; tribos indígenas são presença constante no carnaval do Recife, e volta e meia ocorre uma ocupação da Funai em Pernambuco.

O Jornal do Comércio noticia agora que os fulniô, uma das tribos mais numerosas do Estado, atacaram uma subestação elétrica da Celpe, concessionário estadual de energia.

Os índios da tribo fulniô de Águas Belas (a 275 km do Recife) desligaram a casa de força da subestação da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) localizada dentro daquela reserva indígena, o que provocou a falta de energia naquela cidade e em municípios vizinhos. A falta de energia começou pouco depois das 11 horas. Os índios só liberaram a entrada dos técnicos da Celpe para consertar o problema às 19h30 de ontem. Cerca de 27 mil residências ficaram sem luz.

Os índios desligaram a subestação porque esperavam uma resposta da Companhia Energética de Pernambuco sobre a retirada da subestação da área da aldeia. A Celpe pagou um valor pelo uso da área, que foi fixado num convênio que durou 22 anos. Agora, os índios querem que a Celpe faça um estudo do impacto ambiental que a subestação causou e banque uma indenização pelo período que a subestação ficou na aldeia, segundo a administradora regional da Fundação Nacional dos Índios (Funai), Estela Parnes.

Parece que os índios estão, de repente, assimilando rapidamente a cultura do homem branco.


Shopping de Petrolina não pode cobrar por estacionamento

Esta semana, o Prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, sancionou  a Lei nº 2.219/09, que proíbe a cobrança de estacionamento em locais como instituições de ensino, casas de diversão, estádios de futebol, shopping centers e bancos.

Autora do projeto, a vereadora Márcia Cavalcanti informou que a lei atendeu a um clamor da sociedade, que teria se insurgido contra a possibilidade do shopping local River Shopping começar a cobrar taxa de estacionamento.

“Isso seria descabido, pois todos sabem que quando o estabelecimento foi implantado recebeu incentivos do poder público municipal. Agora, é preciso garantir que a população tenha acesso ao local, que é também um espaço de lazer”, explica a vereadora. “Não se trata de limitar a iniciativa privada; mas qualquer instituição tem que ter em mente sua função social”, acrescenta.

De acordo com a vereadora, só podem cobrar taxas de estacionamento as empresas cadastradas na junta comercial para aquele tipo específico de atividade. “Por exemplo, aqui na cidade nós temos estacionamentos privados, mas a função comercial deles é aquela mesma, são registrados como tais. O que não é justo é ter o registro em um tipo de comércio e explorar outra atividade. Você vai a uma casa de show, naturalmente paga os custos quando compra o ingresso; e quando vai sair, ainda tem que pagar o estacionamento da própria casa de shows”, enfatiza Márcia.

O descumprimento da lei acarretará penalidades: ressarcimento de cem vezes o valor cobrado pelo estacionamento, além de multa diária de 300 vezes o valor mínimo cobrado no estacionamento, a ser revertido para o município.

Para o superintendente do River Shopping, Paulo Modesto, lei é para ser cumprida, mas ele afirma que futuramente a instituição pretende cobrar estacionamento.

É uma forma diferente de pensar, mas com bastante fundamento. Muitos dos grandes shopping centers do Brasil são financiados por recursos públicos. Tomara que a idéia se espalhe pelas outras casas legislativas do Brasil.

Os shopping centers de Recife cobram a partir de R$ 3,50 pelo estacionamento; em João Pessoa, o Manaíra cobra R$ 2,00; em Natal, uma excelente iniciativa foi a do Midway Mall, maior e mais novo shopping da cidade, que não cobra pela estacionamento (e, não por acaso, é o shopping com maior movimentação)


Vinhos de Petrolina e do Vale do São Francisco

Já há alguns anos, a Associação Brasileira de Enologia tem promovido o Concurso Internacional de Vinhos do Brasil.

De hoje até o dia 12, será realizado em Petrolina, na região pernambucana do Rio São Francisco, o I Concurso Internacional de Avaliação de Vinhos do Vale, com a participação de jurados e jornalistas de várias partes do mundo. Esse  evento é organizado pelo grupo belga Vinopress, e avaliará vinhos de todos os produtores da região de Petrolina, e mais 46 vinícolas do restante do país;  um total de 160 amostras deve ser colocado sob avaliação.

Este evento coloca definitivamente o Vale nas questões de debates sobre os pólos vitivinícolas. A Vinopress trará oito jornalistas para o Concurso, que certamente ganhará repercussão na Europa.

Apesar de ter se lançado na produção de uva e vinho há pouco mais de duas décadas, enquanto a Região Sul desenvolve a vitivinicultura há mais de um século, o Vale do São Francisco tem conseguido rápidos avanços.

A região produtora de vinho no Vale – que compreende os municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, além de Casa Nova,  na Bahia – tem hoje 12 vinícolas; é a única região do mundo que produz no paralelo 8 (próximo ao Equador) e o ano inteiro; alguns vinhos que levam o rótulo do Vale já atravessaram fronteiras e são exportados para várias partes do mundo.

Além do crescimento do fluxo turístico, a produção e comercialização de vinhos no Vale do São Francisco tem provocado uma corrida na implementação dos conhecimentos neste setor. Há que se destacar, neste aspecto, o curso superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet) do Sertão Pernambucano. Os alunos já produzem vinho em caráter experimental.


Exu, Pernambuco

É embaixo da Chapada do Araripe, no alto sertão pernambucano, a 630 quilômetros do Recife, que está localizado o município de Exu.

A vegetação típica é a caatinga, porém ainda é possível encontrar vegetação de médio e grande porte, como o eucalipto. Com o clima semi-árido e quente, sendo muito frio no inverno e muito quente no verão, com temperaturas típicas do deserto – quente de dia e frio à noite.

Cidade quente, pobre, que apesar de não ostentar sofisticação e modernidade, é mãe natural de ilustres cidadãos pernambucanos. Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e Bárbara de Alencar – uma das primeiras mulheres a se envolver em política e lutar a favor da Independência do Brasil.

Bem na entrada da cidade, está o Parque Aza Branca (escreve-se com z, mantendo a grafia original), marco maior do acervo cultural e histórico de Gonzaga, recentemente tombado pelo Governo do Estado. Lá estão localizados o Museu do Gonzagão com mais de 500 peças pertencentes ao Rei do Baião, as casas de Januário (pai de Luiz Gonzaga) e Gonzaga, no tempo em que o cantor voltou a morar no sertão – o destaque dos lugares se dá pela preservação dos móveis e objetos originais usados pelos dois – e o Mausoléu do Gonzagão – onde estão os restos mortais da família. Na pequena Vila do Araripe, a 12 quilômetros do centro, está a capela de São João Batista (onde Gonzaga foi batizado), a Casa Grande, a primeira da região e hoje museu de Bárbara de Alencar, e um monumento em pedra, representando a casa de barro onde Gonzagão nasceu.

Os amantes das festas populares também podem aproveitar o período da festa do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no mês de janeiro, a Semana Santa, os festejos Juninos, além da tradicional vaquejada que acontece no mês de setembro. Mas, sem dúvida, o destaque maior das festividades do Exu vai para as homenagens nas datas de nascimento e morte de Luiz Gonzaga, a conhecida Festa do Gonzagão, que acontecem, respectivamente, nos dias 13 de dezembro e 2 de agosto, no Parque Aza Branca.

A tradicional família Alencar foi responsável pela fundação das famosas fazendas Várzea Grande, Caiçara (onde nasceram Gonzaga e Bárbara), Bodocó, Salgueiro e Gameleira. Nesta última, situada no pé da Serra do Araripe, foi fundado o povoado de Exu. Entretanto, devido o Exu Velho, como era conhecido do local, estar situado no sopé da Serra do Araripe, numa região sujeita a erosão, já que a água que escorria da serra poderia provocar desmoronamentos, foi acordado a transferência do povoado para as localizações cujo comércio se desenvolvia fortemente. A partir de então, nascia o Novo Exu, onde permanece até hoje. Nas localidades do Exu Velho só restaram as ruínas da antiga Igreja Matriz, marco arquitetônico em pedra e barro, que se tornou um dos maiores pontos turísticos da cidade. O centro comercial, no vilarejo da Pamonha, é possível encontrar verdadeiras obras de artes em pedra, todas assinadas pela natureza.

O turismo ecológico é outro atrativo da cidade. Nas trilhas pelas Camarinhas da Gameleira, local onde dá para ter uma visão panorâmica de toda a cidade, as cachoeiras naturais de águas cristalinas e geladas do Cantarino, e a beleza insólita das Mangueiras, com sua singularidade e aquele friozinho bom da Serra – contrapondo a temperatura elevada do centro da cidade – são opções para os mais aventureiros.


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