Novos hoteis de luxo em Recife

O presidente da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), José Ricardo Diniz, consolidou contatos com quatro redes hoteleiras que atuam nos Estados Unidos; as conversações ocorreram dentro das rodadas de negócios do Nordeste Invest, evento que reúne investidores dos setores hoteleiro e imobiliário, cuja versão 2009  ocorreu recentemente em Maceió.

“Com a crise,  o setor está se voltando para outros mercados do Brasil, e Recife está no foco das atenções porque tem três voos para os Estados Unidos”, comentou o presidente da Empetur, José Ricardo Diniz. A capital pernambucana vai sediar, em junho de 2009, um evento para mostrar as potencialidades turísticas de todos os Estados do Nordeste para investidores norte-americanos.

Entre os executivos que participaram dessas rodadas de negócios estavam representantes das cadeias  Four Seasons Hotel & Resorts, Starwoods Hotel & ResortsJumeirah Hotels e Capella Hotels & Resorts. Todas essas cadeias são focadas em hoteis de luxo, com serviços de alto padrão destinados aos mais exigentes clientes do mundo.

O representante da Four Seasons já manteve entendimentos com executivos da Reserva do Paiva. A Reserva do Paiva é um grande empreendimento que prevê a construção de casas e hotel de luxo, campo de golfe, entre outros equipamentos. Está em andamento a primeira etapa do projeto, que abrangerá construção de 67 casas de luxo.

“O segundo passo da Reserva do Paiva é a construção de um hotel”, afirmou um executivo do projeto, acrescentando que  “qualquer um desses grandes grupos internacionais pode se enquadrar como parceiro da Reserva do Paiva”. O empreendimento deverá ser implantado num prazo de 12 a 15 anos e com invesimento privado superior a R$ 1,6 bilhão.

A notícia traz boas perspectivas para que a cadeia de hoteis em Recife seja enriquecida com alguns hoteis de alto padrão.

Anúncios

Esportes radicais em Pernambuco

Pernambuco é um dos melhores Estados do Brasil para a prática de esportes radicais. Abaixo, um breve roteiro para praticantes de alguns esportes (os preços eram os praticados em janeiro de 2009, e devem ser usados apenas como referência, pois variam bastante com a demanda e com a estação do ano).

Kitesurfe. O kitesurfe – modalidade em que o praticante desliza sobre as águas com uma prancha sendo puxado por uma pipa (kite) – é definido como a mistura de diversos outros esportes radicais. É um pouco de surfe, windsurfe, wakeboard (esqui aquático), parapente, skate, tudo isso junto e ao mesmo tempo. Nas escolas, o aluno aprende técnicas de velejo e informações sobre montagem e manutenção do equipamento. Cursos básicos podem ser encontrados por valores entre R$ 400 e R$ 600. Os equipamentos custam entre R$ 1,5 mil (usado) e R$ 4,5 mil.

Visite: Escola Pernambucana de Kitesurf – Pontal de Maracaípe, em Porto de Galinhas.

Surfe. Se as praias urbanas do Recife não permitem a prática do surfe por causa dos tubarões, o Litoral Sul pernambucano está cheio de bons picos para os iniciantes darem as primeiras braçadas sobre uma prancha. O esporte une características atrativas para quem está a fim de juntar adrenalina e qualidade de vida. Nas escolinhas de surfe, o principiante poderá aprender as questões de segurança, utilização e manuseio da prancha, posicionamento dentro d’água, equilíbrio e respeito ao meio ambiente. Geralmente, o curso básico tem duração de cinco aulas, com cerca de 1h30 cada uma. O valor do curso gira em torno dos R$ 200, com material didático (prancha) cedido pelo instrutor durante as aulas. Para quem está começando, o ideal é comprar pranchas entre R$ 150 (usadas) e R$ 800.

Visite: Escola de Surf Atahalley – Porto de Galinhas e Maracaípe. Contatos: 9699-9549 e 8763-1991. Escola de Surf Marroquim – Porto de Galinhas. Contatos: 9246-8963 ou 9121-1261.

Rapel. A técnica vertical de descida por cordas nas montanhas é indicada para quem gosta de contato com a natureza , da sensação de liberdade e, principalmente, para quem não tem medo de altura. Em Pernambuco, as cidades de Bonito e de São Benedito do Sul são os destinos mais procurados por quem deseja praticar o rapel. Para garantir segurança na descida é preciso usar cordas, freios e luvas. Crianças acima de 6 anos podem começar no esporte. Quem desejar se aventurar em uma descida nas cachoeiras de Bonito desembolsa cerca de R$ 70. O pacote para um grupo de 10 até 20 pessoas inclui três instrutores, transporte de ida-e-volta e todos os equipamentos de segurança. Não é preciso fazer nenhum curso antes da saída.

Visite: Ecoclube.  ONG que congrega participantes de rapel e montanhismo

Mergulho. Se a idéia é aprender a mergulhar, a costa pernambucana com seus quase 190 km de extensão aparece como um ótimo destino para essa prática. O litoral conta com mais de 200 navios naufragados e é um paraíso para quem gosta de observar relíquias históricas repletas de vida marinha. Crianças a partir de 10 anos já podem começar nessa atividade. Para quem nunca mergulhou, o indicado é um “batismo” (R$ 250) , que inclui um instrutor, equipamento e uma aula na piscina antes da saída para o mar. Já o curso básico de uma semana inclui aulas teóricas, na piscina e duas saídas para o mar (R$ 850). Os equipamentos usados para o mergulho são colete equilibrador, roupa de neoprene, regulador, máscara e nadadeira. O aluguel de tudo custa cerca de R$ 70.

Visite: Aquáticos Centro de Mergulho – Cais das Cinco Pontas S/N, São José. Fone: 3224-7099.

Pára-quedismo. Depois de saltar de um avião em movimento a 12 mil pés de altitude (cerca de 4 mil metros), o corpo pára-quedista cai a cerca de 200 km/h, num trajeto que dura por volta de 40 segundos. Por estas e outras razões, o pára-quedismo é indicado a pessoas que buscam alto grau de adrenalina e radicalismo. Ainda assim, é um esporte que envolve alto grau de segurança, pois as exigências técnicas são grandes a quem almeja saltar. O salto duplo – junto a um instrutor – custa entre R$ 550 e R$ 600. Quem optar por levar a coisa mais a sério, há cursos oferecidos no Aeroclube de Pernambuco, no Pina, ao preço de R$ 600, incluindo o primeiro salto. Os equipamentos custam US$ 5 mil (R$ 9 mil), mas podem ser alugados por R$ 200, incluindo vaga no avião.

Visite: Gravidade Pára-quedismo – Aeródromo do Pina. Contato: 9162-6666.

Vôo livre. Liberdade, prazer, adrenalina, contato com a natureza. Para quem já é praticante, não existe nada mais emocionante, radical e prazeroso que voar numa asa-delta, entre 2 e 3 mil metros de altitude. Lá em cima, o voador vê-se liberto da gravidade e pode contemplar paisagens espetaculares durante o trajeto. Atualmente, Pernambuco tem três rampas de saltos para vôo livre em atividade, que ficam nas cidades de Vicência, Aliança e Taqüaritinga do Norte. Um curso para iniciantes custa cerca de R$ 1.000 e só pode ser ministrado por instrutores com habilitação específica. Os equipamentos têm preços que variam entre R$ 3 mil (usado) e R$ 12 mil. Quem quiser apenas curtir a experiência pode ainda participar de um vôo duplo ao lado de um instrutor, desembolsando entre R$ 150 e R$ 200.

Contato: Associação Pernambucana de Vôo Livre. Av. Agamenon Magalhães, 2656, loja 1, térreo. Fone: 3427-1020.


Espetinhos na praia de Boa Viagem

Desde o início de abril, a Prefeitura de Recife decretou proibição de que vendedores de espetinhos e outras comidas rápidas ocupassem o calçadão e proximidades de Boa Viagem.

Moradores da Avenida Boa Viagem e ruas próximas da orla, entretanto, decidiram abraçar a causa dos comerciantes; ontem à noite, um grupo realizou ato de apoio aos vendedores. Com faixas e carro de som, eles protestaram contra a decisão da Prefeitura do Recife e cobraram a volta dos vendedores ao local; mesmo em número pequeno, os moradores conseguiram chamar a atenção dos motoristas que passavam pela avenida e de outros moradores que caminhavam pelo calçadão.

Manifestações de apoio vinham também das varandas dos apartamentos próximos à avenida Boa Viagem. A turismóloga Sueli das Dores garante que quer a volta dos comerciantes para a orla não só por questão pessoal, mas porque eles representam uma opção de lazer para a população. “O único atrativo natural que o Recife tem é a praia de Boa Viagem. Aqui, já somos carentes de atrações como a de barzinhos que você encontra em outras orlas, na de Maceió, por exemplo. Os espetinhos agregavam lazer, recreação, entretenimento e a confraternização da família e de amigos”, afirmou a moradora.

O presidente da Associação de Espetinhos e Dogueiros do Recife, Sérgio Antunes, participou do ato. Segundo ele, desde que os comerciantes foram obrigados a vender apenas nas ruas próximas à Avenida Boa Viagem (nas ruas transversais, que dão acesso à avenida), o movimento caiu cerca de 70%. “São mais de 60 famílias dependendo desses espetinhos e os vendedores estão praticamente parados há 28 dias. É um absurdo a prefeitura não abrir os olhos para isso”, afirma.

Sérgio Antunes quer que a prefeitura considere o cadastro de comerciantes que havia em 2007. “Tínhamos autorização da prefeitura para ficar aqui, fizemos curso de manipulação e conservação de alimentos com a Vigilância Sanitária e não permitíamos que os vendedores colocassem mesinhas no calçadão. Mas aí a prefeitura relaxou, vieram os não cadastrados e fizeram bagunça. Agora, querem proibir todo mundo. Está errado”, protestou o presidente da associação.


Mais um blog sobre o Recife

Bem, eis que surge mais um blog tratando sobre o Recife e Pernambuco.

Já existem diversos sites que tratam da cidade e do Estado. Os sites oficiais da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco são bastante informativos. Existem diversos jornais online, como o Diário de Pernambuco, o Jornal do Comércio e a Folha de Pernambuco. Guias comerciais, com informações sobre hoteis e passeios, existem em Português (guiapernambuco.com.br) e em inglês (recifeguide.com).

Para quê então mais um?

Esse blog não tem propósitos comerciais (a exibição de publicidade é proibida); não pretende noticiar o dia a dia, como os jornais; não pretende mostrar o lado belo da cidade, como é obrigação dos sites oficiais.

Esse blog se propõe a ver Recife e Pernambuco por um ângulo diferente. Enfatizar as coisas boas e  as coisas ruins. Falar do que é moda e do que é histórico. Fazer referências (links) para outras páginas que aprofundem ou complementem as informações aqui postadas.

Espero que o blog contribua para enriquecer os visitantes sobre o que é Recife e o que é Pernambuco.