Hotel Ibis em Caruaru

Caruaru, no Agreste pernambucano, oferecerá em breve seu primeiro hotel de marca internacional. Orçado em R$ dez milhões e com cem quartos, o Ibis, uma das bandeiras do grupo francês Accor, será construído  na Avenida Agamenon Magalhães, no Bairro Maurício de Nassau, o principal da cidade.

A construção do hotel decorre por causa do grande fluxo de viajantes de negócios na denominada Capital do Agreste; Caruaru é importante entreposto comercial que atende diversas cidades no interior nordestino (diversas feiras ocorrem em Caruaru). Além disso, a cidade vem despontando, no interior, como um polo educacional e médico para os municípios do entorno.

A bandeira Ibis é conhecida por agregar uma relação equilibrada de custo-benefício, procurado tanto por turistas como homens de negócios. O hotel de Caruaru  seguirá o padrão Coquelicot, com apartamentos que oferecem piso de madeira laminado, conexão à internet e TVs em LCD, entre outros.

As diárias estão previstas entre R$ 89 e R$ 99; essas tarifas serão mais baixas no fim de semana, quando a taxa de ocupação do principal segmento, o de negócios, cai um pouco.

Esse anúncio de um novo hotel em Pernambuco segue a outros, indicando que o setor hoteleiro passará por crescimento no Estado.

Em Boa Viagem, em fevereiro passado, foi inaugurado o Vela Branca Praia Hotel, no local antes ocupado o Hotel da Praia, fechado há cinco anos. Outra unidade do grupo Accor, também em Boa Viagem, anunciada em abril do ano passado; o hotel faz parte de um investimento conjunto da Accor e do Grupo WTorre Engenharia.

Em Petrolina, também estão sendo investidos R$ 10 milhões na construção de um hotel da bandeira Ibis, dessa feita em sociedade com a Fundação dos Economiários Federais (Funcex). O Ibis Petrolina terá 102 apartamentos, distribuídos em seis andares; aprevisão é que o empreendimento esteja pronto até o final do ano.


Mercados do Recife: Madalena

O bairro do Recife hoje chamdo de Bairro da Madalena é local de grande importância histórica. Os primeiros registros da terra datam da época da primeira colonização, quando Duarte Coelho (primeiro donatário de Pernambuco, fundador de Olinda) doou as terras ao seu cunhado Jerônimo de Albuquerque (que mais tarde viria a fundar Natal).

Depois da morte de Jerônimo, as terras foram divididas entre os filhos que, por sua vez, as passaram adiante. Uma dessas partes foi adquirida por Pedro Afonso Durol, casado com dona Madalena Gonçalves Furtado. Ali o proprietário implantou um engenho de açúcar, movido por animais. A propriedade, onde se construiu o Sobrado Grande de São João Alfredo – casa grande do engenho -, ficou conhecida como Passagem de D. Madalena. Por séculos, o engenho foi rentável produtor de açúcar.

Os séculos 19 e 20 viram o ocaso da produção açucareira. A construção do mercado teve início em 6 de fevereiro de 1925, conforme placa na fachada do prédio, e a inauguração se deu no mesmo ano.

No local se reunia um aglomerado de feirantes, que ali vendiam frutas e verduras, sem qualquer interferência por parte da prefeitura. Funcionava à noite e, por isso, recebeu o nome de Mercado do Bacurau. O horário noturno atraía, além de comerciantes, boêmios, que buscavam um local vivo nas noites provincianas do Recife.

Nos fins de semana, o movimento era mais intenso durante o dia, com destaque para o comércio de comidas típicas: mungunzá, tapioca, cuscuz com café, e o saboroso sarapatel de Manoel Mendes.

O mercado hoje tem 180 compartimentos, que oferecem alimentos variados: frutas, verduras, legumes, cereais, carnes e peixe. A parte onde funciona a administração conserva a estrutura original. Alterou-se, apenas, a parte térrea, onde funcionavam os sanitários e o depósito.

O Mercado da Madalena fica na Praça Solange Pinto Melo, Rua Real da Torre. Ainda hoje é ponto de encontro de boêmios, que vão ali tomar a saideira e recuperar as energias despendidas nas noitadas com um bom cuscuz com bode guizado, sarapatel e outras guloseimas da cozinha regional.

Abaixo, um vídeo sobre o Mercado da Madalena.