Royal Caribbean confirma cruzeiros em Recife

A armadora de navio de cruzeiros Royal Caribbean confirmou seus planos de programar uma rota específica para o Nordeste com escala no Recife a partir da temporada 2010/2011.

A fonte dessa informação é o diretor  do Porto do Recife, Alexandre Catão, que hoje se encontra com o presidente da Royal, Adam Goldstein; caso a rota seja confirmada, será a segunda grande armadora a fechar rota específica para o Nordeste. Segundo Catão, a MSC Cruzeiros já está vendendo passagens para o navio Melody, que vai operar a partir deste verão apenas na costa nordestina, cobrindo Salvador, Recife, Fortaleza.

“A Caribbean, a MSC e outras já operam navios que atracam no porto de Recife; entretanto, com um navio específico o volume de tráfego aumenta, e a periodicidade torna-se semanal. No caso da MSC, isso vai representar um aumento de 50% nas escalas do Porto do Recife e 15% no número de navios atracados. Na temporada 2008/2009 (de novembro a abril) chegaram 59 navios, trazendo quase 700 mil passageiros.”

O diretor do Porto do Recife salientou que o crescente interesse das companhias marítimas no litoral nordestino é resultado dos investimentos que estão sendo realizados na capital pernambucana, no sentido de melhorar a infraestrutura de recepção de navios e passageiros. Catão confirmou que o Projeto Porto na Copa, que prevê investimentos de R$ 11,6 milhões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção do terminal de passageiros no Armazém 7, deve ter recursos liberados ainda este ano pela Secretaria Especial de Portos. “De todos os portos do País somos o único com projeto executivo final.”

Em meados de agosto de 2009, os ministros Pedro Brito, da Secretaria Espacial dos Portos, Orlando Silva, de Esportes, e Luis Barreto, do Turismo, se reunirão em Brasília com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para fechar os valores que serão destinados para cada um dos portos da cidades sedes de Manaus, Recife, Natal, Salvador e Fortaleza.


Crise e burocracia cancelam voos internacionais

A TAM anunciou que, a partir de 13 de agosto, deixará de operar a linha entre Recife e Paris.

Essa é a segunda companhia aérea a anunciar cancelamento de voos internacionais passando por Recife; recentemente, também a americana Delta Airlines anunciou que suspenderá (a princípio, temporariamente) os voos que partem do Recife e Fortaleza rumo a Atlanta, nos Estados Unidos.

O diretor comercial da TAM, Klaus Kuhnast, explica que a parada do voo Recife-Paris, conexão que era mantida desde 18 de novembro de 2005 com partidas às sextas e retorno aos domingos, foi causada por dois fatores principais: retração do mercado por causa da conjuntura econômica (que reduziu a demanda de passageiros pela rotas) por razões burocrático-tributárias.

Klaus comenta que o voo São Paulo-Recife-Paris realiza o que em aviação se chama voo de cabotagem: uma rota internacional em que o avião, ao entrar no País, distribui os passageiros em mais de um aeroporto. Por causa dessa característica do voo, o diretor afirma que a companhia é onerada tanto no custo do combustível quanto em tarifas aeroportuárias.

“A partir de agosto, perderemos um desconto de 19% na tarifa de cabotagem e passaremos a pagar R$ 8 mil por voo; para comparar, um voo doméstico paga R$ 3 mil. Além disso, voos de cabotagem pagam imposto sobre combustíveis a uma taxa mais alta:  se o voo é internacional direto, fica mais barato; como a TAM faria um trecho nacional, pagaria como voo doméstico”, continua o executivo da TAM.

Isso explica por que o voo Recife-Fortaleza-Atlanta começou com quatro frequências semanais, mas em pouco tempo foi desmembrado e cada capital ganhou três voos exclusivos por semana; o Recife, no entanto, chegará ao final do ano com apenas dois, pois um deles será remanejado para a rota Brasília-Atlanta.

A diminuição da demanda já havia levado a portuguesa TAP já havia anunciado a suspensão temporária de uma de suas frequências da rota Recife-Lisboa, que passou a contar com seis voos semanais.


Forte das Cinco Pontas será centro de informação turística

O Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José, Centro do Recife, será transformado em portal turístico para as pessoas que desejam conhecer a Região Metropolitana.

O forte passará por requalificação e ganhará um terminal que reunirá informações úteis aos visitantes sobre os municípios do Grande Recife. O projeto, orçado em R$ 2,6 milhões, está em fase de contratação das empresas que realizarão o serviço, e terá verba do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) II.

Serão construídos dentro do Forte recepção, centro de referência sobre o Recife, sala de exposições, auditório para 80 pessoas, oficina de museografia, sala para reserva técnica de acervo, depósito, sala para administração, lojas, lanchonetes e sanitários. Um terminal será instalado para que os visitantes possam acessar o Portal do Turismo Metropolitano, que também estará disponível na internet e disponibilizará roteiros turísticos personalizados.

Externamente, o Forte ganhará estacionamento. Atualmente, visitantes encontram dificuldades de parar próximo ao local. A área ao redor do prédio também será recuperada e remodelada segundo o projeto de paisagismo elaborado para a região.

A expectativa das Secretarias de Turismo estadual e municipal é proporcionar mais conforto, acessibilidade e segurança aos visitantes, além de conservar o patrimônio histórico do Recife. O documento com a ordem para início dos serviços deve ser assinado até o fim de agosto. O prazo para a conclusão das obras não foi informado.

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O Forte das Cinco Pontas tem, na verdade, quatro pontas (imagem acima). A fortificação é uma das mais antigas da História do Recife, tendo sido construído pelos invasores holandeses; após a retomada do Recife, os portugueses acharam conveniente manter a fortificação; durante um dos vários processos de reforma ao longo dos séculos posteriores, uma das pontas foi perdida.

O forte localiza-se à beira do Capiberibe, e está na rota de praticamente todos aqueles que se deslocam de Boa Viagem para o centro antigo (o viaduto mostrado na foto é o que conecta o cais José Estelita ao cais do Porto. Apesar da boa localização, o forte é pouco visitado justamente por causa da dificuldade de estacionamento; com essa iniciativa do Governo, os turistas ganham não apenas uma nova fonte de informações turísticas, mas também uma oportunidade de conhecer um dos monumentos históricos do Recife.

O Forte das Cinco Pontas é, juntamente com o ainda mais antigo Forte do Brum, um dos fortes mais conhecidos do Recife, e ainda assim é pouco visitado por turistas. Em Fortaleza, o Forte de Nossa Senhora de Assunção também fica na passagem do corredor turístico, mas é pouco visitado. Em Natal, o Forte dos Reis Magos, por sua posição de destaque na praia, recebe bom número de visitantes, mas não recebe a atenção que merecia da administração. Em Cabedelo, vizinha a João Pessoa, o Forte de Santa Catarina enconta-se em completo estado de abandono.


Praia de Boa Viagem

A praia de Boa Viagem é certamente a praia mais conhecida do Recife, e uma das mais conhecidas praias do Brasil.

A praia tem aproximadamente 7 km de extensão. Ela inicia-se no bairro e praia do Pina, no extremo norte, e vai até a divisa com a praia de Piedade, já na cidade vizinha de Jaboatão dos Guararapes; nos 2 últimos kms antes de Piedade (no trecho que vai da pracinha de Boa Viagem até Piedade), a praia é também conhecida como praia do Setúbal.

A Avenida Boa Viagem segue ao longo de toda a praia. Em Boa Viagem, não há edifícios com saída direta para o mar – em Piedade, há alguns imóveis que têm saída direta na areia da praia; esses imóveis, contudo, estão tendo problemas com o avanço do mar.

O avanço do mar é visível, em maior ou menor grau, em outros pontos de Boa Viagem; na região próxima à Pracinha, por exemplo, quando chega a maré alta, a faixa de areia fica muito estreita; na região do Setúbal, a faixa de areia desaparece – a Prefeitura despejou pedras de granito que criam uma faixa elevada. A área com faixa de areia mais larga (e portanto o trecho mais nobre de Boa Viagem) fica na altura do número 3000, onde localiza-se o Edifício Acaiaca.

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A foto acima mostra o trecho sul da Avenida Boa Viagem (numeração alta). A orla está praticamente toda tomada, principalmente por edifícios (cada vez mais de alto padrão) e, em menor número, hoteis e alguns poucos restaurantes; aquela área com um edifício mais baixo demarca a Pracinha de Boa Viagem. Note que dali para o sul (esquerda da foto), na região de Setúbal, já se observam as pedras para conter o avanço do mar.

O calçadão é tomado por barraquinhas, que vendem água de côco, refrigerantes, salgadinhos; restaurantes são permitidos apenas no outro lado da avenida Boa Viagem. Há uma bancada de cimento por toda a orla, onde se pode descansar; há coqueiros por toda a praia, mas poucos dos bancos de cimento são cobertos.

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A foto acima mostra a região em torno do Acaiaca. Areia larga para os guarda-sóis, algumas quadras de futevolei sob as árvores; os recifes (que existem por toda Boa Viagem) criam, durante a maré baixa, piscinas naturais que são ótimas para crianças (surfar em Boa Viagem é proibido por causa dos ataques de tubarões; leia sobre surf em Porto de Galinhas). Vendedores ambulantes oferecem diversos petiscos (caldinhos, peixe frito, espetinhos, ostras, camarões fritos, saladas de frutas, etc) na areia da praia.

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E acima, o trecho final (ou melhor, inicial, pois é ali que a avenida Boa Viagem começa sua contagem) da praia, já incoporando parte do bairro do Pina. Há diversas quadras de tênis (públicas) nessa área; aquela praça circular destina-se a patinação, ciclismo e skates; mais para o norte, alguns campos de futebol.

O último prédio da foto (canto direito) é a sede da JCPM (um dos maiores grupos empresariais pernambucanos); dali para diante, inicia-se o bairro de Brasília Teimosa, que até há poucos anos era ocupado principalmente por barracos, mas que foi reurbanizado recentemente (os antigos moradores foram transferidos para conjuntos habitacionais construídos pelo Governo) e que passa por uma explosão imobiliária. O prédio à esquerda do JCPM (com listras verticais) é o Recife Praia Hotel; todos os demais edifícios são residenciais.

Essa foi uma breve descrição da avenida Boa Viagem. Crédito das fotos: Governo do Recife.