Moda no Agreste pernambucano

O Agreste pernambucano, na transição entre a Zona da Mata e o sertão, historicamente caracterizou-se por ter uma economia baseada em recursos naturais, como agricultura e criação de gado; em décadas recentes, graças à influência de Caruaru (capital do agreste pernambucano) e suas grandes feiras, o setor de comércio (principalmente roupas e confecções) teve grande crescimento.

darttroidIsso levou ao surgimento de cerca de 20 mil pequenas empresas confecções na região, abrangendo Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Brejo da Madre de Deus, Taquaritinga, Gravatá e Surubim; com esses números, o polo de confecção do Agreste já é considerado o segundo maior do País, atrás apenas de São Paulo.

Nude, flúor, brilhos, estampas multicoloridas, T-shirts com ilustrações pop, saias de cintura alta, leggings metalizadas, tecidos com lurex, apliques de lantejoula, jeans com bordados, navy, safári. Tem de tudo um pouco. Mas ainda é preciso ter paciência para cascavilhar. Ao contrário das grifes que figuram nas passarelas e nos editoriais, a maioria das confecções do Agreste não tem cuidado em seguir uma continuidade de estilo na tendência explorada. “Os donos dessas empresas têm uma cultura de feira. Produzem mercadoria para consumo imediato, sem se importar com a fidelização do cliente”, analisa o estilista e consultor de moda Leopoldo Nóbrega.

Buscando se organizar para atingir um público mais qualificado, donos de confecções de Santa Cruz do Capibaribe lançaram recentemente a quarta edição do Guia da moda pernambucana, com direito a desfile, showroom e rodada de negócios. O catálogo, que traz 37 marcas, foi promovido pela Associação dos Confeccionistas de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap)  e pela Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe. Dez mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em todo o território nacional.

iska-vivaDe preferência sem levar em consideração os nomes esdrúxulos das marcas, como Dar’ttroid, Havair, Kikorum e Kanyon Radical, é possível fazer uma boa produção de verão com os looks mostrados nos desfiles. Para os homens, o estilo surfwear é sempre bem representado pelas Sport Company, Joggofi e Rota do Mar. O mesmo vale para o beachwear, com biquínis listrados, estampas geométricas e cores quentes, da Areia Molhada e Iska Viva.

A Officio Próprio apostou em polos listradas e aplicação de paetês nas T-shirts. Esta última peça foi a aposta da Tutti-Frutti, que veio com estampas de desenhos animados, referência clara ao estilista Alexandre Herchcovitch. A grife também apostou nas leggings em tons vivos e metalizados. Estampas, desta vez de oncinha, também foram as estrelas da Ragazze di Rio, que apostou em vestidos soltos. Modelos bandage dress ombré, mais ajustados, com um ombro só, bem anos 80, ganharam estampa metalizada na barra pela Purpurina.



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