Rei e rainha da Suécia em Recife e Porto de Galinhas

A imprensa brasileira vem dando algum destaque à visita que o Rei e a Rainha da Suécia farão ao Brasil na próxima semana; há rumores de que a visita estaria relacionada à licitação em curso para compras de caças pela Força Aérea Brasileira (a empresa sueca Saab Gripen é uma das concorrentes).

Mas pouco que se tem divulgado que a viagem real começará por Pernambuco. O casal real tem uma relação de empatia com os pernambucanos; em 2001, data da última visita ao Brasil, a rainha Sílvia esteve no Estado, e fez uma visita de cunho social ao município de Nazaré da Mata.

Dessa feita, o casal chegará ao Recife no domingo, dia 21 de março, às 21h30min; cabe notar que o Rei e a Rainha viajarão em voo comercial, da empresa portuguesa TAP.

O casal seguirá de carro para Porto de Galinhas, onde se hospedará no Nannai, um dos melhores resorts de Porto. Na segunda-feira, o casal sobrevoará o Complexo de Suape, e a seguir cumprirão agendas separadas (o rei visitará o Porto Digital e a rainha visitará obras financiadas pela ONG Childhood Brasil). Na terça de madrugada, embarcam para Brasília, para cumprir a agenda oficial.

Isso mostra que, tanto pelas belezas naturais, quanto pelo potencial econômico, Pernambuco está atraindo a atenção de reis e governantes.


Bode e sushi não combinam

O Entre  Amigos é um restaurante que iniciou em um espaço pouco maior que um bar e cresceu até tornar-se um dos maiores restaurantes de Recife (ver nota no Jornal do Comércio).

Recentemente, o restaurante inaugurou uma expansão (um espaço no segundo andar com varandas) e introduziu uma novidade: comida japonesa.

E mais que isso: em outra reportagem, o Entre Amigos informa que convidou um especialista em comida japonesa de São Paulo, Luizinho Hirata, sushiman do Koi, que trabalharia como consultor do restaurante pernambucano.

Luizinho declarou, corretamente, que muitos restaurantes japoneses do Recife estavam desvirtuando a culinária japonesa, seja ao criar novos pratos que fugiam à tradição, seja empregando profissionais pouco qualificados. In verbis: “O crescimento acelerado e intenso do setor fez com que fossem requisitados mais e mais sushimen. Resultado: uma técnica que, normalmente, se leva 10 anos para aprender estava indo parar na mão de profissionais com apenas um a dois anos de treinamento, e esses já começavam a treinar outros profissionais, num ciclo vicioso de desvirtuação. São pessoas que têm pouca base e compensam a deficiência com muita invencionice”.

Com essa expectativa, de encontrar a tradicional comida japonesa, preparada por profissionais habilidosos, visitamos o Entre Amigos recentemente.

Que decepção!

Não há algo simples e direto, como um combinado sushi/sashimi. Todos os combinados são compostos de sushis exóticos, a maioria dos quais inclui maionese (!!). Não há um teishoku, não um misoshiru, um arroz branco. Pouco atum (o mais tradicional peixe para sashimi), bastante salmão, o peixe branco não era o robalo (e sim o costumeiro – em Recife – agulhão branco). O salão do sushi não é isolado dos demais, o que causa uma mistura de odores.

E que demora! Uma das habilidades essenciais do sushiman é produzir o sashimi com rapidez ; a partir do momento em que é retirado de temperatura refrigerada, o peixe começa a perder frescor. O combinado que pedimos (que veio extirpado de toda a maionese, cream cheese, etc) demorou quarenta minutos.

Preço do combinado: R$ 89 (46 peças, das quais 15 de sashimi).

Definitivamente, sushi e bode não combinam.


Pernambuco atrás do turista estrangeiro

É bem sabido que o tipo certo de turistas estrangeiros (aquele que vem em busca da riqueza cultural e natural do Estado, e não aquele que vem em busca de turismo sexual) é o que mais traz benefícios para a economia de Recife. Um estudo do perfil dos visitantes estrangeiros durante o ano de 2009, feito pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), mostra uma média de gastos diários de R$ 196,87, com uma permanência média 9,6 dias.

A pesquisa mostrou ainda que os estrangeiros representaram 7,3% do total de turistas que visitaram Pernambuco no ano passado. Estes viajantes declararam uma renda média mensal de R$ 10,9 mil – bem acima da renda média do turista brasileiro, mas ainda distante da renda dos turistas que visitam outros destinos como o Caribe e o Mediterrâneo – destinos concorrentes de Pernambuco no segmento praia e sol, mas que apresentam um patamar de luxo superior.

Pensando nisso, as entidades que planejam as estratégias de divulgação do Estado, querem, além de aumentar o número de visitantes no estado, focar no aumento da permanência e do gasto diário desses visitantes. Colabora para esse novo foco o fato de que 61,17% dos entrevistados disseram que a viagem correspondeu às expectativas, e 27,1% afirmaram que tiveram suas expectativas superadas.

Quanto ao número de visitantes, “conseguimos aumentar o fluxo de norte-americanos, que passaram de cerca de 8%, para 22,16% do total de visitantes. Esse resultado tem relação com os voos diretos para entre Recife e Estados Unidos e também está diretamente relacionado com a ação de promoção compartilhada realizada”, informa a Empetur.

Veja também: Ceará faz marketing turístico nos Estados Unidos.