Entrevista: Governador Eduardo Campos fala sobre Economia de Pernambuco

A entrevista abaixo foi publicada em Alma Pernambucana, um suplemento que circulou junto com a revista Veja Edição 2214.

Pernambuco vem crescendo em todos os segmentos e isso vem sendo reconhecido pelo restante do País. Dada a situação atual, quais são os maiores desafios para os próximos anos?

Eduardo Campos: De fato, Pernambuco vive um momento muito especial. No início do meu primeiro Governo, o desafio passava pela responsabilidade fiscal do equilíbrio de contas. Ao término do primeiro mandato, o Estado tinha aumentado em quatro vezes a sua capacidade de investimentos.

Acredito que agora é chegada a hora da consolidação do “Estado do Fazer” e das políticas públicas que implementamos. Avançamos muito e saímos do patamar de escolher prioridades para entrar num outro muito mais amplo. A segunda gestão não terá apenas um único foco ou desafio. Vamos reforçar todas as áreas estratégicas do serviço público para que as pessoas, sobretudo aquelas que mais precisam, possam efetivamente sentir essa mudança de qualidade e de padrão nas suas vidas.

Anunciamos algumas iniciativas no ano passado, como a construção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Especializadas que vão se somar aos três novos hospitais e  às quatorze UPAs que vamos entregar. Na educação, vamos construir 47 Escolas Técnicas Estaduais, formando um total de sessenta em todo o estado e mais trezentas escolas de referência funcionado em tempo integral. Na segurança, por sua vez, vamos sair de uma ponta para outra e chegar ao final de 2014 com o Recife entre as capitais mais seguras para se morar no Brasil.

As atividades econômicas em Pernambuco são as mais diversificadas. Existe Suape, o Estaleiro Atlântico Sul e polos como o têxtil, o fármaco-químico e o do vinho, por exemplo. Como o senhor espera que Pernambuco seja conhecido pelo restante do país no futuro?

EC: Costumo dizer que o Brasil olha hoje para Pernambuco e para o Nordeste de forma distinta àquela visão estereotipada da seca, da fome e da pobreza extrema que um dia existiu. Nós que sempre fomos encarados como parte do problema do país, passamos a ser vistos como parte da solução.

Hoje, o crescimento de Pernambuco é comparável ao da China. Já estamos assistindo a uma profunda transformação da nossa matriz econômica com forte avanço na reindustrialização do Estado que vai permitir dobrar o nosso PIB em 10 anos. Com isso, a classe empresarial vê Pernambuco como um destino seguro para seus investimentos que, por sua vez, geram empregos e desenvolvimento para a nossa gente.

Pernambuco está pronto para receber trabalhadores de todas as partes do Brasil, tendo em vista o crescimento da oferta de empregos no Estado?

EC: Nós, pernambucanos, somos conhecidos pela receptividade para com aqueles que adotam o nosso Estado como a sua segunda casa. Eu, particularmente, me sinto feliz e satisfeito em saber que Pernambuco começa a ser visto por brasileiros de todas as partes como um bom lugar para se viver. É um sinal de que estamos no caminho certo.

No entanto, o nosso compromisso é conseguir zerar a taxa de desocupação entre os pernambucanos. É fazer com que as vagas geradas pelos novos empreendimentos em curso no Estado sejam destinadas aos nossos conterrâneos. E posso dizer que avançamos bastante nessa batalha. HOje temos a maior geração de emprego registrada na série histórica do Estado e mais de 90% dessas vagas são ocupadas pela nossa gente.

Com todos os investimentos chegando a Pernambuco, do ponto de vista prático, em que vai melhorar a vida do povo pernambucano?

EC: O desenvolvimento vem acompanhado de uma série de fatores. O crescimento econômico só encontra sentido quando ele é inclusivo. É dever nosso fazer com que esse crescimento reflita no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas.

Eu acredito que isso se dá de várias formas: na participação da vida política e econômica do lugar onde se vive, no acesso à água, à energia e aos demais serviços básicos, sobretudo na saúde e educação. Por isso, estamos estruturando o Estado para dar a devida assistência na formação do cidadão pernambucano.

Porque primeiro a gente ajuda a formar, mostra e indica o caminho evitando, inclusive, que lá na frente esse indivíduo sofra problema de envolvimento com drogas e com a criminalidade em geral. Esse é um trabalho que não tem começo, meio e fim. Ele é contínuo.

O pernambucano tem motivos para sentir orgulho de seu Estado?

Educardo Campos: Sim, sem dúvida! Os pernambucanos hoje têm muita esperança no futuro do Estado. Porque hoje o Estado está mais equilibrado. Fala-se muito em desigualdades entre as regiões brasileiras, mas dentro do próprio Estado as cidades do interior eram esquecidas.

Provamos que é possível levar indústrias, investimentos e desenvolvimento para dentro e fora da nossa Região Metropolitana. Concentramos o nosso tempo e energia para retirar Pernambuco das listas e rankings negativos onde costumava figurar. Tiramos o estado do pódio do desemprego, da violência e dos piores indicadores sociais, inclusive na educação e na saúde.


One Comment on “Entrevista: Governador Eduardo Campos fala sobre Economia de Pernambuco”

  1. Um desafio importante do estado de PE, é potencializar as micro e pequenas empresas do estado como fornecedoras de materiais e serviços para as compras governamentais bem como das empresas que estão se estabelecendo em PE.

    A Cysneiros e Consultores Associados, têm capacitado empresas a suprir esta lacuna, visando a geração de emprego, renda e divisas para nosso estado.


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